Representante da categoria pede que apoiadores da classe não façam pedidos no dia da manifestação, agendada para 1°/7

Via MaisGoiás - Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Uma paralisação nacional dos entregadores por aplicativos vai acontecer no dia 1o de julho, por melhores condições de trabalho. Em Goiânia não será diferente. Ythalo Portela, que faz parte de movimentos de lutas de classe e faz entregas de bicicleta, é um dos representantes da categoria – que não tem sindicato formal – e organizador do evento. Ainda a definir o local (provavelmente na Praça Cívica), o encontro ocorre às 9h e deve se estender durante todo dia. Ou seja, nada de pedir aquele “lanchinho”.

Ythalo, inclusive, pede que aqueles que quiserem apoiar os entregadores, evitem fazer pedidos, pois as empresas responsáveis pelos aplicativos devem tentar furar a mobilização com promoções. “Pedimos que não façam pedidos nesse dia”, reforça.

Entre as pautas, o representante afirma que está o aumento das corridas, do valor mínimo por entrega, o fim dos bloqueios e desligamentos por equívoco dos trabalhadores, além de seguro de roubo, vida e acidente. Ythalo destaca que já recebeu R$ 3,50 por entrega. Com isso, é preciso uma jornada de 12h a 14h para conseguir R$ 40, visto que os pedidos não são constantes.

Outra demanda, segundo ele, é pelo fim de sistema de pontuação por determinados dias. “Nos prometer que seremos os nossos próprios ‘patrões’, mas o sistema nos joga nos fins de semana e horários de pico.” Além disso, são demandados auxílio pandemia e licenças. “As empresas não nos dão nenhum tipo de garantia.”

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